Opinião: The Final Empire, Brandon Sanderson

5 emestrelas

Lido de 26 Junho a 7 Julho

The Final Empire

 

The Final Empire (O Império Final, em português) é o primeiro livro da trilogia de fantasia Mistborn. No Império Final as pessoas estão basicamente divididas em duas categorias: skaa – os escravos submissos, sem esperança e oprimidos; e a nobreza – controlam os skaa, controlam a economia e acham-se superiores aos seus escravos, nem os considerando realmente pessoas. Neste universo existe um sistema de magia chamado Alomância em que algumas pessoas podem ingerir certos metais e ao “queimá-los” dentro de si adquirem habilidades que são especificas ao metal que ingeriram. Ainda não conheço muitos sistemas de magia, mas isto foi o que me levou principalmente a querer ler esta trilogia (soube do livro pelos vídeos da Regan do PeruseProject), se bem que o facto de depois ter visto mais reviews muito boas doutros booktubers me convenceu completamente. Nunca antes tinha ouvido falar de algo remotamente parecido e chamou logo a minha atenção, não podia deixar escapar algo assim tão peculiar!

 

As personagens são todas incrivelmente bem construídas, tanto as boas como as más, principais e secundárias, achei-as reais e relacionáveis! Desde o inicio fiquei rendida, sempre curiosa e preocupada/entusiasmada com o que lhes acontecia e pelo passado delas. E ahhhh, se há momentos de prender a respiração e soltar uma lagrimazinha…! Tem também momentos engraçados e de bom humor! A história centra-se num grupo de ladrões, chefiado pelo carismático Kelsier que quer mudar a realidade em que todos vivem. Também temos uma forte personagem feminina à qual nos rendemos desde o início e há poucas coisas que são tão satisfatórias como acompanharmos o desenvolvimento e crescimento das personagens e este foi sem dúvida o caso da Vin. Contudo, não foi a única!

 

Adorei o setting peculiar do Final Empire, com o seu sol vermelho e a queda quase constante de flocos de cinza do céu que deixam tudo negro à sua passagem e evitam que as plantas tenham as suas cores “naturais” (verdes, com cores garridas e cheias de vida, como as conhecemos) e passem a ser antes de um acastanhado murcho. Esta versão do mundo é o que é “normal” para os seus habitantes que nunca antes conheceram as coisas de outra forma.

 

Quanto a pontos negativos… Não tenho nada a apontar, honestamente achei todas partes e capítulos relevantes porque adicionavam algo importante à narrativa.

 

Sem dúvida que as personagens, a escrita (considerei-a fácil tendo em conta que não costumo ler em inglês, apesar de encontrar várias palavras que desconhecia principalmente durante as 20 primeiras páginas, mas nada que uma ida rápida a um dicionário inglês/inglês não resolva, também não achei que quebrasse a fluidez da história para mim) e o ENREDO foram o que me prenderam ao livro!

 

Outros comentários/Reflexões

 

O setting foi realmente uma das coisas que me fez pensar mais… Já tentaram imaginar? O ambiente que descrevem tornava facilmente tudo ainda mais opressivo e acho que a capa da edição que li capta esta característica muito bem. Vivendo no campo, tentei imaginar como seria se o verde vibrante que cobre tudo fosse substituído por um castanho murcho e, honestamente, doeu por dentro. Fez-me entender o quanto valorizo as paisagens verdes e deslumbrantes e o preço que hoje em dia pagamos pela desflorestação, urbanização e incêndios.

 

Em relação a ler em inglês, recomendo um dicionário inglês/inglês em vez de um inglês/português ou o Google Tradutor (neste caso como ferramenta de tradução), porque eram estes os meios que eu usava no início, mas:

  1. O tradutor nem sempre dá a palavra apropriada à situação ou pode ser difícil escolher a palavra que melhor se adequa ao contexto;
  2. Nem sempre a tradução da palavra é a que melhor descreve/adequa ao contexto (traduções literais);
  3. É incrivelmente mais simples e fácil de compreender a descrição em inglês dessa palavra;
    Contudo… Bem, não é fácil andar com um dicionário atrás sempre que se quer ler e pode dar um pouco mais trabalho a procurar. Por outro lado podem utilizar o Google Tradutor para ver o significado em inglês em vez da sua tradução. É claro que podem passar as palavras que desconhecem à frente, nem sempre são significativas e eu fiz isso algumas vezes tendo em conta que também o faço com palavras portuguesas cujo significado desconheço e na altura não me apetece parar a leitura e ir procurar.

 

Graças a este livro/trilogia (porque comprei o boxed set) estou completamente fã das versões inglesas com os seus formatos mais pequenos e incrivelmente leves!

 

Em português, a trilogia Mistborn é editada pela Saída de Emergência.

 

The Final Empire (e certamente toda a trilogia Mistborn) é altamente recomendado a quem gosta de fantasia, um sistema de magia diferente, uma personagem feminina forte, ladrões e revoluções!

 

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2 thoughts on “Opinião: The Final Empire, Brandon Sanderson

  1. Parece sem dúvida tratar-se de uma leitura muito interessante! Obrigada pela partilha de opinião sobre a obra, e principalmente sobre a forma de ler em inglês! Excelente trabalho! 🙂

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